Perspectivas científicas do Estudo sobre o medicamento contra o câncer como tratamento para a Doença de Alzheimer.

                                                                                   Daiane Simão - Bióloga

                                                                                             CURITIBA

Em fevereiro de 2012 saiu na revista Science um artigo relatando melhora dos sintomas da doença de Alzheimer em cobaias tratadas com bexarotene, um medicamento utilizado no tratamento de um tipo de câncer de pele (Linfoma cutâneo de células T), uma droga com efeitos colaterais graves.

A pesquisa gerou uma série de reportagens entusiastas a respeito de uma perspectiva de cura para a doença de Alzheimer, as frases ditas a respeito dos resultados por um dos autores, Gary Landreth do Departamento de Neurociências da Western Reserve University School of Medicine tiveram grande divulgação: "Nós ficamos chocados e espantados, isso jamais havia sido visto antes", disse ele.

Na semana passada, na edição de 24 de maio a Science publicou 4 notas técnicas de grupos de pesquisadores internacionais independentes que tentaram replicar os resultados do grupo do Dr. Landreth mas não conseguiram. Apenas um dos grupos obteve alguma melhora cognitiva nas cobaias, mas não resultou em mudanças significativas nas porções neurológicas que resultam em neurodegeneração. 

Estes pesquisadores apontam ainda que estes resultados devem servir como um alerta para os médicos a não prescrever bexarotene como um tratamento para a doença de Alzheimer, pois além de ainda estar em nível de pesquisa com cobaias transgênicas para sinais da doença de Alzheimer, não teve sucesso na replicação dos resultados.

Os artigos na integra:


http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/medicamento-contra-cancer-pode-levar-a-cura-do-alzheimer-27052013-4.shl
 
http://www.sciencemag.org/content/335/6075/1503.short#aff-1
 
http://www.channelnewsasia.com/news/health/scientists-cast-doubt-on-alzheimer-s-can/687456.html